domingo, 1 de julho de 2012

Pilates como Atividade Física para Pacientes Asmáticos

 
A terapêutica medicamentosa, a higiene ambiental e a psicoterapia ocupam-se com as causas da crise de asma, ao passo que a atividade física orienta-se em função dos danos físicos e sociais que podem ser causados pela doença, entendendo que o envolvimento em programas de atividades físicas não exclui o tratamento medicamentoso e os cuidados ambientais.
O programa ideal de atividade física, adaptado ao portador de asma, baseia-se em reeducação respiratória, postural e condicionamento físico.

Reeducação respiratória
Um fator limitante para as atividades físicas do asmático é a rigidez torácica, por isso são recomendados exercícios de desbloqueio torácico, com o objetivo de aumentar a mobilidade da caixa torácica. 
O desbloqueio torácico é anterior ao trabalho de exercícios respiratórios em razão da importância dos movimentos articulares durante a respiração. Por sua vez, os exercícios respiratórios têm como objetivo melhorar a função respiratória para evitar o aumento do volume residual. Registra-se também que esses exercícios promovem um suporte psicológico e diminuem a ansiedade. 
Para atingir essa meta é necessário conscientização dos movimentos musculares durante a respiração, ou seja, a reeducação respiratória com ênfase no trabalho abdominal e diafragmático.

Reeducação postural
Considerando que as alterações posturais interferem e modificam a mecânica respiratória e que as alterações respiratórias interferem e modificam a postura, temos na asma um ciclo com sobreposição de efeitos danosos. Desse modo, torna-se evidente e necessário um trabalho com exercícios posturais, baseado na tomada de consciência sobre o controle, a manutenção e as mudanças corporais. Conjuntamente é preciso dar condições à musculatura para assumir atitudes novas. 
Atingir esses objetivos depende de exercícios de percepção corporal (proprioceptivos), alongamento, fortalecimento de grupos musculares responsáveis pela manutenção da postura (paravertebrais, abdominais e glúteos) e relaxamento.

Condicionamento Físico
Apesar de o BIE (Broncoespasmo Induzido pelo Exercício) atingir a maioria dos asmáticos e ser um fator que pode limitar as oportunidades de realizar atividades físicas, é possível aumentar a aptidão cardiorrespiratória após um programa de condicionamento físico específico. Há um aumento de tolerância  ao esforço físico que retarda o desconforto do BIE, porém, a gravidade do quadro asmático não é alterada. O BIE tende a aparecer depois de um esforço em torno de 70 a 90% do VO2 máximo (volume máximo de oxigênio que o corpo consegue “pegar” do ar que está nos pulmões, levar até os tecidos e usar como produção de energia, numa unidade de tempo) com duração média maior que 6 minutos. Portanto, as atividades aeróbicas devem ser intervaladas e trabalhadas em limites inferiores a 80% do VO2 máximo. Tal valor é obtido através de teste Ergoespirométrico, o famoso “teste da esteira”.
A administração do broncodilatador aerosol 15 minutos antes do início desse tipo de atividade é aconselhada, principalmente para aquelas crianças que apresentam uma condição física mais precária ou se a duração do esforço ultrapassa 5 minutos sem pausas.

Pilates x Asma
Diante desses três principais aspectos, podemos afirmar que o Método Pilates possui todas as funções para auxiliar essa categoria de pacientes, por se tratar de uma técnica de reeducação do movimento, composto por exercícios profundamente focados na anatomia humana, capaz de restabelecer e aumentar a flexibilidade e a força muscular, melhorar a respiração, corrigir a postura e prevenir doenças.
É considerado como um exercício anaeróbico (lento e/ou moderado) visando reeducar a mecânica funcional respiratória do aluno. 
O Fisioterapeuta instrutor consegue administrar a intensidade ou o ritmo da respiração correta para cada caso, sempre de forma muito consciente, portanto, quanto maior o controle da respiração, melhor será a percepção dos efeitos do Pilates.

Fonte: revistapilates.com.br

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