A terapêutica
medicamentosa, a higiene ambiental e a psicoterapia ocupam-se com as causas da
crise de asma, ao passo que a atividade física orienta-se em função dos danos
físicos e sociais que podem ser causados pela doença, entendendo que o envolvimento
em programas de atividades físicas não exclui o tratamento medicamentoso e os
cuidados ambientais.
O programa ideal de
atividade física, adaptado ao portador de asma, baseia-se em reeducação
respiratória, postural e condicionamento físico.
Reeducação respiratória
Um fator limitante
para as atividades físicas do asmático é a rigidez torácica, por isso são
recomendados exercícios de desbloqueio torácico, com o objetivo de aumentar a
mobilidade da caixa torácica.
O desbloqueio torácico é anterior ao trabalho de
exercícios respiratórios em razão da importância dos movimentos articulares
durante a respiração. Por sua vez, os exercícios respiratórios têm como
objetivo melhorar a função respiratória para evitar o aumento do volume
residual. Registra-se também que esses exercícios promovem um suporte
psicológico e diminuem a ansiedade.
Para atingir essa meta é necessário
conscientização dos movimentos musculares durante a respiração, ou seja, a
reeducação respiratória com ênfase no trabalho abdominal e diafragmático.
Reeducação postural
Considerando que as
alterações posturais interferem e modificam a mecânica respiratória e que as
alterações respiratórias interferem e modificam a postura, temos na asma um
ciclo com sobreposição de efeitos danosos. Desse modo, torna-se evidente e
necessário um trabalho com exercícios posturais, baseado na tomada de
consciência sobre o controle, a manutenção e as mudanças corporais. Conjuntamente
é preciso dar condições à musculatura para assumir atitudes novas.
Atingir
esses objetivos depende de exercícios de percepção corporal (proprioceptivos),
alongamento, fortalecimento de grupos musculares responsáveis pela manutenção
da postura (paravertebrais, abdominais e glúteos) e relaxamento.
Condicionamento Físico
Apesar de o BIE
(Broncoespasmo Induzido pelo Exercício) atingir a maioria dos asmáticos e ser
um fator que pode limitar as oportunidades de realizar atividades físicas, é
possível aumentar a aptidão cardiorrespiratória após um programa de
condicionamento físico específico. Há um aumento de tolerância ao esforço
físico que retarda o desconforto do BIE, porém, a gravidade do quadro asmático
não é alterada. O BIE tende a aparecer depois de um esforço em torno de 70 a
90% do VO2 máximo (volume máximo de oxigênio que o corpo consegue
“pegar” do ar que está nos pulmões, levar até os tecidos e usar como produção
de energia, numa unidade de tempo) com duração média maior que 6 minutos.
Portanto, as atividades aeróbicas devem ser intervaladas e trabalhadas em
limites inferiores a 80% do VO2 máximo. Tal valor é obtido através
de teste Ergoespirométrico, o famoso “teste da esteira”.
A administração do
broncodilatador aerosol 15 minutos antes do início desse tipo de atividade é
aconselhada, principalmente para aquelas crianças que apresentam uma condição
física mais precária ou se a duração do esforço ultrapassa 5 minutos sem
pausas.
Pilates x Asma
Diante desses três
principais aspectos, podemos afirmar que o Método
Pilates possui todas as funções para auxiliar essa categoria de pacientes,
por se tratar de uma técnica de reeducação do movimento, composto por
exercícios profundamente focados na anatomia humana, capaz de restabelecer e
aumentar a flexibilidade e a força muscular, melhorar a respiração, corrigir a
postura e prevenir doenças.
É considerado como
um exercício anaeróbico (lento e/ou moderado) visando reeducar a mecânica
funcional respiratória do aluno.
O Fisioterapeuta instrutor consegue
administrar a intensidade ou o ritmo da respiração correta para cada caso,
sempre de forma muito consciente, portanto, quanto maior o controle da
respiração, melhor será a percepção dos efeitos do Pilates.
Fonte: revistapilates.com.br

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